domingo, 29 de novembro de 2009

Programa Megafônico - 003

Especial Lançamento do Circuito Fora do Eixo - PA
Com a participação especial de: Macaco Bong
e mais: Sincera e Floresta Sonora
Músicas ao vivo da festa de lançamento CFE-PA







Lançamento do CFE - PA

Ainda se fazia nove da manhã, e a correria ou o chamado “processo de trampagem coletiva” começou. Desde o boca-a-boca, chamando a galera pro show, até a locomoção de equipamentos em direção aos devidos locais onde nossos convidados Bongs se apresentariam.

Primeira parada: TV Cultura, programa Cena Musical, onde, o Macaco Bong já começou o seu aquecimento para o tão esperado lançamento do Fora do Eixo Belém.


Assim que anoiteceu, a parada era a Praça do Carmo, que foi aos poucos sendo tomada pelo sempre presente e exigente público da cena alternativa enquanto o Espaço Cultural Cidade Velha já respirava o clima da festa trazido pelo aquecimento das guitarras do Johny Rockstar , que seria a primeira banda da noite.


Qualidade e intensidade musical é um dos fatores certos em qualquer show do Johny rockstar. Nunca é viagem perdida e, de fato não deu outra. É até redundante dizer que o show dos caras foi matador. Como se já não bastasse as já mencionadas guitarras pesadas e melodias pop grudentas, o entrosamento e o amadurecimento são evidentes o que, diga-se de passagem, só contribuiu para um show que é sempre fantástico.


O Sincera fez um show forte, com pegada e com rara presença de palco, sendo, aliás, um dos vários pontos favoráveis da banda. Recém chagados do festival Calango, percebeu-se que não foram selecionados à toa. A circulação fez muito bem a eles. Estão bem mais seguros. E músicas como “Duas em uma” e tantas outras tiverem resposta imediata da massa ali presente. Grande show para uma grande festa.


O show do Floresta Sonora é mais um desses fadados ao sucesso prévio . Não só pela qualidade dos músicos envolvidos que despejam feeling e técnica pra todos os lados, mas como também pela empolgação e carisma da execução ao vivo. Não dá pra ficar parado nem indiferente a um som que transpira a floresta e a já conhecida técnica de bandas instrumentais com algo de verdadeiramente harmonioso, orgânico e agradável de se ouvir. Combinação imperdível assim como foi o show.

Sobre o Macaco Bong? Esses que já estão imortalizados no cenário independente fizeram como sempre um show arrebatador. Dando felicidade para aqueles que já são fãs das músicas e puxando o novo público pelo coração, através do peso único da pegada de guitarra de Bruno Kayapy. O show foi longo, alto e penetrante, já havia passado da hora de dormir, mas a galera continuou firme apreciando o instrumental calorento e poderoso dos Macacos.


Assim, dando valor ao produto que veio de longe, Cuiabá MT, trazido a nós pelo coletivo Megafônica, a noite foi poderosa, tomada por uma galera que tava a fim de estourar os “orvidos” como diria alguém que pronunciasse tal palavra de forma errada.


(em breve fotos)


Por Andro Felipe - núcleo de comunicação do Coletivo Megafônica

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Macaco Bong em Belém

Durante a semana de lançamento do Circuito Fora do Eixo em Belém, o Macaco Bong, além das oficinas de Web Rádio, Sonorização e Produção de Palco, e Autogestão de bandas no mercado independente, a banda também fez o programa Cena Musical, na TV Cultura, no sábado, além do Balanço do Rock, na Rádio Cultura. Ainda no sábado, no programa Zona Rock, da rádio Unama, a banda deu uma entrevista exclusiva.

Cena Musical, TV Cultura

Cena Musical, TV Cultura

Workshop de Autogestão de bandas no mercado independente


Workshop de Autogestão de bandas no mercado independente


sábado, 21 de novembro de 2009

Entrevista com Macaco Bong (MT)


A banda cuiabana Macaco Bong é um das mais importantes da música independente nacional. Com o rock instrumental psicodélico, Ney Hugo (baixista), Bruno Kayapy (guitarra) e Ynaiã Benthroldo (bateria) são os protagonistas de uma verdadeira catarse. Conheça mais sobre a banda nessa entrevista exclusiva com o baixista Ney Hygo.



A banda Macaco já teve o prazer de se apresentar em Belém. O que vocês acharam do público paraense?


Achamos ótimo. Nós viemos em 2007 no Festival Se Rasgum. Era a segunda edição e ali mesmo já pudemos perceber como o público paraense é aberto a novas sonoridades e sabe compor o show junto com o artista que está no palco. Voltamos agora, passados esses dois anos, e acompanhamos de longe a repercussão desse público, seja em eventos no Ná, nas festas da Bel Rock, nas ações do Coletivo Megafônica, no próprio Se Rasgum, enfim. Estamos loucos pra encontrar essa galera novamente. Vai ser massa!!



O que vocês poderiam destacar do rock independente aqui no Pará?


Bom, algumas das iniciativas que citamos na resposta anterior como o Festival Se Rasgum, Bel Rock, Casarão, e principalmente, nesse momento, o Coletivo Megafônica, que se constituiu como Ponto Fora do Eixo no Pará. Pela primeira vez o estado conta com um link tão forte com o Circuito Fora do Eixo, uma vez que o Ponto FE é quem tem a responsabilidade de articular a cena local com o Circuito. E nos seus poucos meses de efetivação como Coletivo, o Megafônica tem mostrado um trabalho muito interessante. Não é à toa que estamos aqui pela segunda vez, depois desses dois anos, através de uma ação desse coletivo. Bandas, podemos citar trocentas mil, várias delas inclusive já tocaram em Cuiabá nos festivais Calango ou Grito Rock, ambos organizados pelo Espaço Cubo, o coletivo do qual fazemos parte. Vamo lá.. Madame Saatan, La Pupuña, A Euterpia, Johnny Rockstar, Turbo, o ícone e lenda viva Mestre Laurentino, e bandas que conhecemos recentemente que vem fazendo trampo de qualidade: Sincera, Vinil Laranja, Floresta Sonora, Jungle Band, Juca Culatra, entre outras.



Quais são os próximos projetos da banda Macaco Bong?


Um dos dos nossos próximos projetos está diretamente ligado com Belém. Estamos filmando um clipe com a Priscilla Brasil, que por sinal faz um trabalho de altíssimo nível. Já estamos na cidade, fizemos reuniões de Brain Storm do clipe e começaremos a filmar no domingo. Vai ser uma linguagem diferente do que já fizemos em vídeo. E vamos filmar no Palacete Bolonha. Estamos muito empolgados pra começar a fazer logo, rs. E desde já ansiosos pelo resultado final, pois conhecemos o trabalho da Pris, e sabemos que é foda! Outro projeto é o segundo disco, que ainda não tem data pra ser lançado nem gravado, mas que estamos em pleno processo de composição e pré-produção. Estamos passando menos tempo em Cuiabá, e essas novas composições devem vir com vários climas e diferentes umidades. o Artista Igual Pedreiro é bem quente e seco, a cara de Hell City.



O que vocês poderiam destacar da música independente em Cuiabá?


Devido ao intenso trabalho que o Espaço Cubo desenvolve por lá desde 2001, a cena passou por um processo de desenvolvimento muito interessante. Hoje são várias as bandas cuiabanas que têm conseguido obter destaque e fazer shows em outras localidades do país. O bacana é que essas bandas – e também as bandas novas que surgem – já entendem de cara a necessidade da auto gestão do próprio trabalho. Muito desse aspecto é devido ao Cubo Card, moeda complementar desenvolvida pelo Espaço Cubo e que ajudou a viabilizar o trabalho de várias bandas. A banda que surge hoje em Cuiabá já nasce pensando em como articular os próprios shows, entra em contato com produtores de outros estados, fazem amplo trabalho de divulgação, algumas fazem promoções com seus produtos, etc. Isso sem contar a variedade de estilos. Podemos citar várias: Rhox (Rapcore), Inimitáveis (Jovem Guarda), Snorks (Hardcore), Venial (metal), entre outras. Isso fora as iniciativas em outros nichos musicais, e que estão sendo reconhecidos nacionalmente pela originalidade do trabalho, trazendo renovação à música brasileira. Podemos citar nesse caso os exemplos de Ebinho Cardoso, Linha Dura e Paulo Monarco. Existem iniciativas como a Volume – Voluntários da Música, que há anos realiza a Semus – Semana da Música, em parceria com o Espaço Cubo visando o desenvolvimento técnico e de visão de mercado dos músicos. Há também o Sindicatto Extremo Oeste, que trabalha só com bandas de som pesado.A banda é conhecida por ser batalhadora, em todas as situações.



O que vocês poderiam destacar do que está acontecendo na Cultura Independente no Brasil? E o que está faltando para que as bandas, músicos, produtores, jornalistas envolvidos no movimento independente comecem a ter mais destaques na mídia nacional?


A cultura no Brasil vive um momento ímpar e temos a plena convicção de que estamos fazendo parte de um momento histórico muito siginificativo no país. Nunca o cenário cultural esteve tão organizado e tão autônomo. O trabalho associativo e em rede tem pautado as discussões e avanços por todos os cantos. Podemos destacar aqui os Pontos Fora do Eixo, as redes de música (RECEM, Rede Rio Música, entre várias outras), a relação cada vez mais próxima com o poder público e a iniciativa privada cada vez mais seduzida, bandas excelentes surgindo a todo momento por tudo quanto é lugar do país, festivais com dezenas de milhares de pessoas prestigiando bandas locais e de outros estados, enfim... O que falta pra determinado indivíduo atingir maior destaque na mídia nacional é trabalho. Passados alguns anos já dessa movimentação, hoje não é difícil conseguir cavar pauta em veículos de grande porte. É claro que eles não são nem nunca foram nosso objetivo principal. Temos nossas próprias ferramentas de divulgação e comunicação que independem da mídia de massa. Porém, o espaço conquistado pelo mercado independente (que hoje já é chamado de “mercado da música”, de maneira geral, devido o espaço que ocupou) abriu portas em veículos como Multishow, MTV, Tv Cultura, Rolling Stone. Eles estão abertos e de olho em nós. Quem trabalhar, produzir e apresentar resultados certamente saltará aos olhos da mídia de destaque.
Por Sidney Filho

É Hojeeeee


E o grande dia chegou. É hoje o lançamento do Coletivo Megafônica no Circuito Fora do Eixo.

Com:
MACACO BONG (MT)
Johny Rockstar
Floresta Sonora
Sincera

+ DJs Megafônicas

Local: Espaço Cultural Cidade Velha
Data: 21/11 (sábado)
Hora: 22hs

E lembrando que os ingressos antecipados estão sendo vendidos na loja Ná Figueredo. Corre lá e compra logo o teu.

No próximo post a gente conta mais sobre a estadia do Macaco Bong em Belém.

Fora do Eixo chega a Belém com Macaco Bong

O panorama da música independente em Belém passa por mudanças, um Festival que traz novas (e outras nem tantas) bandas promissoras, troca de experiências e um coletivo que promete agitar a cena local, representando o conhecido Circuito Fora do Eixo, presente na forma de mais de 40 coletivos espalhados pelo Brasil.

“Este ano realizamos o 2º Congresso do Circuito Fora do Eixo, que é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. Nesse congresso, que foi no Acre, durante o Festival Varadouro, o Coletivo Megafônica se candidatou como representante do circuito aí no Pará e nós fechamos a parceria”, explica Ney Hugo, do Macaco Bong. Ele, Kayapy e Ynayã, as outras duas metades da banda, estão em Belém desde ontem ministrando oficinas sobre mercado musical, carreira para bandas e sonorização/produção de palco. Amanhã, farão show que celebrará a entrada oficial do Circuito em Belém.

A banda de Mato Grosso integra o Coletivo Espaço Cubo, um dos primeiros da rede Fora do Eixo. Ney esclarece que para se formar um coletivo não precisa necessariamente ser membro de alguma banda ou estar ligado a música, tem que ter afinidade com temas como tecnologia social e cultura virtual. “No espaço Cubo, trabalhamos com a moeda de troca ‘cubo card’, implementamos no Festival Calango (MT), onde ela circulou pela mão de quase 10 mil pessoas, trabalhando com economia solidária e reformulando conceitos para troca de produtos e serviços”, esclarece o músico.

Em Belém, além da Oficina que ministram hoje, na Loja Ná Figueiredo, como banda, sobre Auto Gestão de carreira no mercado independente, o Macaco Bong encerra a festa da cultura independente no sábado junto com as bandas locais Johny Rockstar (que se apresentou na prévia do lançamento do Circuito), Sincera e Floresta Sonora. As duas últimas fazem parte do Coletivo Megafônica e já tocaram em festivais de renome como os já citados Varadouro, Calango e Quebramar (AP). Juntas com o power trio mato-grossense, irão protagonizar uma noite de união e musicalidade sem fronteiras.

SERVIÇO
Lançamento do Circuito Fora do Eixo – PACom Macaco Bong (MT), Johny Rockstar, Floresta Sonora, Sincera e Djs Megafônicas
Dia 21, sábado, no Espaço Cultural Cidade Velha (antiga Sarajevo- Praça do Carmo).
A partir das 21h.
Ingressos antecipados $10 (na loja Ná Figueredo) e $15 no local.


(Matéria publicada no Jornal Diário do Pará, sexta-feira, 20/11/2009)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Oficinas com Macaco Bong (MT)

Hoje começa a programação de oficinas, confira abaixo a sequencia. As oficinas serão abertas e não necessitam de inscrições.
Lançamento Megafônica - Circuito Fora do Eixo - PA
Com:
MACACO BONG (MT)
Johny Rockstar
Floresta Sonora
Sincera
+ DJs Megafônicas
Local: Espaço Cultural Cidade Velha
Data: 21/11 (sábado)
Hora: 22hs
Ingressos: $10 antecipado, na hora $15.

+ Oficinas:
- Web Rádio (Ney Hugo - Macaco Bong: Núcleo de comunicação e web rádio do Espaço Cubo/Fora do Eixo)
Local: Ná FigueredoDia: 19/11 (quinta-feira)
Hora: 17hs

- Sonorização e Produção de Palco (Kayapy e Ynayã - Macaco Bong: sonorização do Coletivo Espaço Cubo/Fora do Eixo)
Local: Casarão Cultural Floresta Sonora
Dia: 19/11
Hora: 19hs

- Auto Gestão de carreira no mercado independente (Com Macaco Bong)
Local: Ná Figueredo
Dia: 20/11
Hora: 17hs